quarta-feira, 15 de setembro de 2010

experiência do papel

Se a letra venceu a página,
a interseção de páginas com páginas sobrepostas,
grudadas organicamente com adesivos,
revela relevos
e indica ramificações e testemunhos que
estão por serem descobertos.


O texto surge multiplicado
e fragmentado
dizendo de uma experiência fundamental em prática poética.

A relação é (con)sensual.
Toca-se, recorta-se, rasga-se, e o (con)tato
com o papel é direto.


(de 1982 a 1995)

colagens

D.I.Y. ou papiers collés, Schwitters, Rotella, whateva,
o deslocamento ready made,
nome sorteado e selecionado e ajustado:
encontrar o tema no cotidiano.

entre Lautreaumont e Burroughs,
Never Mind dedos sujos,
Never Mind deliriums tremens,
palavra buscando matéria anti material.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

SerraBook ( 13-05-2010 ), inspirador do Buque

Fanzines

teve a época dos fanzines,
uma cena

do-it-yourself, pós punk.
Fanzine não era mimeógrafo,
era outra coisa.

Dava pra xerocar imagens, recortar, colar,
distorcer,
montar.

Aqui tentava-se
um mix
de influências e experiências.

dos fanzines 2

dos fanzines 1

onde anda a onda?

Conhecer
a dança nas palavras
ainda muito jovem
fez acreditar que havia algo
mais.

Se a música já existia plena e me quis,
que prazer escrever
desenhar
cortar
colar,

Havia um UniVerso
em revista

Havia
um gesto pensante

& agitação constante.

Dos 70 aos 80 foi assim,
sendo e querendo
ser.

primeiros 4